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Retrospectiva 2012


Já estamos no dia 08 de janeiro, o ano de 2012 (que ficará marcado como o ano em que o mundo não acabou) já está praticamente superado, mas aproveitei uma noite de insônia, com a Jessica viajando, pra relembrar o que passou. Acredito que estes foram os fatos mais marcantes (no que se refere, é claro, à mim), em ordem mais ou menos cronológica:
Minha primeira cirurgia
Comecei bem o ano. Após acessos de dor excruciante, parei no hospital e descobri que tinha pedras na vesícula. Foi minha primeira cirurgia e, confesso, foi um pouco assustador.
O ano dos bichos
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     Acredito que a maior ou uma boa parte do meu tempo e dinheiro foi gasto com cães e gatos. Foram vários resgates,  idas ao veterinário, felicidades e tristezas. Entre as maiores tristezas, o desaparecimento nas nossas gatas Minerva e Hermione, e a morte de alguns resgatados.
Entre eles o Didi, filhote de uma ninhada que tirei de dentro de um bueiro, e que acabou morrendo de erliquiose.  E da querida Pretinha (foto), cachorra da rua, que eu alimentava todos os dias, e que me acompanhava por onde quer que eu fosse. Me emociono de lembrar da felicidade dela quando me via chegando do trabalho. Queria ter tido espaço e condições pra adotá-la bem antes, mas infelizmente não foi possível.
Ela acabou morrendo duas semanas depois de dar à luz 4 filhotes, todas fêmeas, e que eu levei pra casa pra cuidar. Elas ainda estão comigo, e serão colocadas pra adoção. Uma delas já foi adotada pela minha mãe. Pra não falar só de tristezas, vários encontraram lares, como os 5 irmãos do Didi. E a Goldie, gata que tirei da rua muito machucada, que ficou aqui em casa mesmo.
Cerveja Kaiser
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Foi certamente o ponto mais alto do ano. Após ser comprada pela Heineken e passar por um rebranding, a Kaiser lançou uma fanpage no Facebook, com conteúdo diferenciado para determinadas capitais, gerenciada pela agência F. Biz e pelo portal Papo de Homem. Adivinha quem foi selecionado pra gerar o conteúdo de Manaus? E o melhor de tudo, o trampo vai continuar em 2013. EPIC WIN!
Polêmica dos Ingressos

No ingresso de um jogo da Copa do Brasil, entre meu Nacional e o Coritiba-PR, os torcedores encontraram uma coisa no mínimo curiosa: no lugar do logo da Federação Amazonense de Futebol, estava uma imagem onde se lia claramente: “FUTEBOL AMAZONENSE FRACO”.
Onde eu entro nessa história? É que a imagem é de minha autoria, e foi tirada do meu site sobre futebol local. Não demorou muito pros veículos de imprensa daqui e de fora descobrirem, e tive que explicar que não tive nada a ver com isso, inclusive na tv. Pra ver o vídeo, clica aqui. Já tinha notoriedade relâmpago quando invadiram o twitter da CBF e colocaram lá um link pro meu site, mas dessa vez foi tenso, o presidente da FAF falou que ia me processar, pô!


ING Sports / FIFA

Uma produtora britânica veio à Manaus à serviço da FIFA pra filmar um doc. sobre a cidade. Como eles não sabiam nada do futebol local, entraram em contato comigo por causa do site, e acabei servindo também de intérprete  enquanto eles estiveram aqui. Foi uma experiência bem bacana, pois acompanhei os caras em vários locais em que eu nunca tinha ido, e  os caras já rodaram o mundo inteiro, então tinham muitas histórias pra contar. Volta e meia a FIFA TV publica no youtube uns mini-vídeos com esse material. Nesse aqui, eu até apareço alguns milésimos de segundo.
Minha primeira aventura de RPG

Finalmente realizei um sonho antigo: jogar RPG! Não foi D&D como eu gostaria, mas uma aventura estilo Walking Dead bem bacana! Meu grupo nessa aventura tinha o Tohnson, a Diana e a Fernanda, sob a tutela da mestra Ana Paula. Detalhe: no final, fui o único sobrevivente! Espero que tenha sido a primeira de muitas aventuras!
Minha primeira agência
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Comecei a trabalhar em agência de publicidade. Não foi como redator, como eu queria (e ainda quero), mas tudo bem, o importante era entrar. Sou, atualmente (janeiro de 2013), Diretor de Arte na agência do Grupo Digital.
Et Set Era no Amazonas Film Festival

O curta em que fui Assistente de Produção (e figurante), o Et Set Era, foi premiado no Amazonas Film Festival como melhor curta. Confesso que foi legal me ver no telão do Teatro Amazonas. Mas o melhor foi assistir a premiação ao vivo no Canal Brasil. Parabéns Emerson e Rod!
Bônus Track
Também me marcou esse ano:
- Conhecer Game of Thrones. Eu não parava na frente da TV no mesmo horário, no mesmo dia da semana,pra assistir a uma série desde Samurai X no Cartoon. O melhor foi ler, de forma maníaca, todos os livros.
- Ir pela primeira vez (e segunda e terceira) ao Anime Jungle, ver um monte de maluco de cosplay (inclusive a Jessica, que estava linda com um vestido inspirado em Totoro), assistir shows fodas do Edu Falaschi e do Nobuo Yamada, os caras que cantam Pegasus Fantasy (abertura de Cavaleiros do Zodíaco) no Brasil e no original japonês, respectivamente e tirar foto com Jovem Nerd e Azaghal!

- Falando em Jovem Nerd, este foi o ano em que mais escutei podcasts (apesar de já escutar alguns há anos). Virou um vício preocupante.
- Assisti O Hobbit – Uma Jornada Inesperada!!! PQP!!!! Inesperada uma ova! Só eu, estava esperando ha uma década! Fui na pré de madrugada, com Tohn e Jessica.
- E pra terminar bem o ano, ganhei uma promoção de vídeo mais criativo em um site nerd (que não divulgarei pois não quero que ninguém encontre o vídeo), e vou receber um boneco do Gandalf, um pôster de O Hobbit, um livro e a adaptação em quadrinhos.
Falando em cinema e livros,  pra encerrar, um levantamentos de filmes que fui ver no cinema (pouquíssimos esse ano, infelizmente) e de livros que li. Livretos, Mangás, Graphic Novels e HQ’s não contam viu?
CINEMA LIVROS
As Aventuras de Tintim O Arqueiro (Bernard Cornwell)
A Invenção de Hugo Cabret O Andarilho (Bernard Cornwell)
Jogos Vorazes O Herege (Bernard Cornwell)
Os Vingadores Guerra dos Tronos (George R. R. Martin)
O Corvo Fúria dos Reis (George R. R. Martin)
MIB 3 Tormenta de Espadas (George R. R. Martin)
Batman The Dark Knight Rises Festim dos Corvos (George R. R. Martin)
Guerra dos Botões Dança dos Dragões (George R. R. Martin)
Os Mercenários 2 Jogador Nº 1 (Ernest Cline)
Ted Cidade Ilhada (Milton Hatoum)
O Hobbit – Uma Jornada Inesperada A Maldição do Cigano (Stephen King)
Treze à Mesa (Agatha Christie)
Assassinato no Beco (Agatha Christie)
Os Elefantes não Esquecem (Agatha Christie)
Os Quatro Grandes (Agatha Christie)
O Misterioso Sr. Quin (Agatha Christie)

Guerra dos Tronos


TYRIONQUOTE

Acabei de ler a trilogia A Busca do Graal, do Bernard Cornwell (que achei surpreendentemente entediante a maior parte do tempo, nunca havia sentido isso nos livros do Cornwell), e finalmente pude começar a ler as tão badaladas Crônicas de Gelo e Fogo, do George R. R. Martin (Esse R. R. não pode ser coincidência).

Estava assistindo a série, sem muito interesse, me sentindo meio perdido na maioria das vezes, só pra acompanhar a namorada, que tem devorado os livros um atrás do outro, e também pra não ficar boiando nas conversas com meu amigo Tom. Este último foi uma grata surpresa, pois é um cara que NUNCA leu nada que não fosse obrigatório na escola ou faculdade, e de repente aparece viciado em uma série de livros gigantes. Esse eu tinha que ler também…

Até agora estou adorando, e meu personagem favorito no momento é o Tyrion Lannister. Ele me inspirou a fazer a brincadeira da foto acima. Só os nerds saberão as três referências sem usar o Google =)

Resenha: Coração de Tinta

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     Só acesso o Skoob quando recebo e-mail avisando que alguem me adicionou etc. Daí aproveito pra atualizar com os últimos livros que li, e de vez em quando dou uma olhada nas resenhas que os outros usuários escreveram sobre esses livros. E só quando todas elas dizem o contrário do que eu penso, é que resolvo escrever minha própria. Fiz isso, e depois resolvi postar aqui também, pra não desperdiçar um texto tão grande, e também porque não atualizava o blog faz tempo.

 

 

De todos os livros que li que viraram filme, o único até pouco tempo atrás que me fez dizer o impensável (de que o filme é melhor) tinha sido As Crônicas de Nárnia, e escrevi uma resenha sobre isso (http://thiabolico.blogspot.com/2009/09/resenha-as-cronicas-de-narnia.html).

Mas agora me deparei com outro caso semelhante. O livro é bonzinho, a história é interessante, e o melhor é que envolve várias outras histórias célebres, mas a autora abusa do direito de considerar que o leitor é burro. Burro pra aceitar as ações e pensamentos completamente retardados em alguns momentos dos personagens. Até a polícia é burra demais pra saber que existem livros raros que valem uma fortuna (essa é a fraca justificativa para a polícia não ter papel nenhum numa história que se passa no 'mundo real', em que homens armados cometem um monte de crimes livremente).

Alguns personagens são interessantes em sua essência, como Mo, alguém que dá vida ao que lê nos livros. Mas são muito mal desenvolvidos, superficiais. O maior vilão da história, Capricórnio, não faz nada de realmente mau durante todo o livro. A autora tenta inutilmente fazer ele parecer assustador, mas esquece de colocar isso nas ações dele, e ele acaba sendo um dos vilões menos assustadores de todos os tempos. A protagonista, Meggie, simplesmente não cativa. O melhor personagem acaba sendo Dedo Empoeirado, que é boa pessoa, mas é egoísta, faz más ações etc, ou seja, tem mais profundidade que os outros. Isso foi bem explorado no filme, mas no livro nem tanto. Até a parte em que ele confronta, contra a vontade, o seu 'criador' é melhor no filme.

Enfim, a autora conseguiu criar uma história muitíssimo interessante (não foi a toa que leu tantos livros), mas por estar iniciando ainda, tem muito o que melhorar no desenvolvimento dessas histórias. Gostei muito das citações no início de cada capítulo, principalmente as de Tolkien e T. H. White. Deixam claro o bom gosto da autora, e também sua humildade, presente desde a dedicatória à sua filha, que largou o Senhor dos Anéis pra ler seu livro.

That’s all folks,
Thiago Henrik.

Resenha – As Crônicas de Nárnia

 

As Crônicas de Nárnia - Resenha      Desde que fiquei sabendo, há anos, que C. S. Lewis era amigo de J.R.R. Tolkien, fiquei curioso para ler este livro. Demorei a comprar o livro porque é difícil ter 90 reais dando sopa. Só comprei recentemente, quando o encontrei por 30 reais no Submarino.  
      Achei que encontraria algo parecido com a Terra Média, tipo O Hobbit, que é mais voltado para o público infantil. Mas aparentemente Tolkien era um egoísta, e não passou nada da sua genialidade para seu amigo C. S. Lewis. O livro é extremamente pobre se comparado à obra de Tolkien. Nárnia fica devendo pra várias outras terras imaginárias da literatura. Os personagens são pouquíssimo cativantes e a história é entediante em vários momentos. Até aí tudo bem, não foi primeira vez que li um livro ruim. O pior é o que não vem escrito na orelha…

      Vou colar aqui a resenha que escrevi hoje no Skoob (site sobre livros):

Ótimo para crianças, se você quer que elas aprendam que:

- Pessoas de pele escura são más.
- Povos com deuses e costumes diferentes do seu são cruéis.
- Só existe um Deus certo. Pessoas que cultuam outros deuses estão erradas.
- Se os colegas de escola a atormentam, Deus não se importa que você resolva com violência.
- Deus não gosta de garotas que crescem...

                                                             . . .


      Depois de assistir o primeiro filme, fiquei curioso sobre o livro. Achei que seria um grande conto de fadas, com um bom toque de Terra Média, já que Lewis é famoso por ter sido amigo de Tolkien. Mas minhas expectativas foram por água a baixo. Nem a genialidade de Tolkien, nem a magia non-sense presente nos contos de fadas estava nesse livro.

      Toda a trama e todos os conceitos do livro são trabalhados para se encaixarem numa ideologia Cristã ultra-conservadora. Aslam é uma exageradamente clara referência a Jesus Cristo, O Leão de Judá, ou o Cordeiro (formas com que Aslam se apresenta às crianças). "O bom leão, que deu seu próprio sangue para salvar Nárnia inteira." Isso fica mais claro quando você descobre que o país de Aslam é para onde se vai quando morre, e que ele também existe no 'nosso mundo' mas com outro nome.
      Não acharia mal nenhum nisso (também sou cristão), mas o autor faz isso tantas vezes, e de forma tão abusiva que incomoda. O Macaco, vilão do último livro pode ser tomado por um homem que acredita na lógica e na ciência (teoria da evolução), portanto, é mau. O autor coloca em sua boca palavras que, para mim, são corretas, mas que no contexto são mostradas como erradas e enganadoras, como: "Toda aquela velha história de que nós estamos certos e os calormanos errados é pura bobagem. (...) Tash e Aslam são apenas dois nomes diferentes, vocês sabem de quem..."

      Mas o pior é a óbvia discriminação racial presente no livro. Só alguém muito alienado(a) não perceberia as claras afirmações Anti-Árabe ou Anti-Otomanas. O mais cruel, mais vil e ganancioso povo de todos é descrito como um povo de pele escura, de turbante, com palácios atapetados, e que envergam Cimitarras em batalha. É terrível quando você vê um personagem se sentir feliz ao perceber que não é 'moreno' e sim da 'gente loura de Nárnia', como no livro O cavalo e seu menino: “Eram todos com a pele branca, e a maioria deles tinha cabelos louros.”. Até mesmo os personagens brancos são diferenciados pela cor do cabelo, quanto mais louros, mais virtuosos, como Pedro, Lúcia e Caspian. Os de cabelos negros apresentam quase sempre algum desvio de caráter como a inveja ou a vaidade.

      Susana sequer aparece no último livro. Segundo Pedro, ela "já não é mais amiga de Nárnia". Jill explica que é porque "agora ela só pensa em lingeries, maquilagens e compromissos sociais.". Pelo visto, Lewis não gostava de mulheres se não fossem mais criancinhas, ou ainda não fossem inofensivas velhas senhoras.

      Resumindo, Lewis e sua Nárnia tem o cristianismo de J. R. R. Tolkien e a ginecofobia de T. H. White, mas sem a genialidade e a habilidade desses dois autores. Dos sete livros se extraem algumas boas estórias, mas é um livro que eu não aconselho para crianças, que são extremamente influenciáveis.

 

Deixe sua opinião aí nos comentários, beleza?

Abraço,
Thiago Henrik