A mesma praça, o mesmo banco… e a mesma internet.
Resolvi resgatar uma postagem que fiz no meu blog antigo, e que falava sobre a situação da internet em Manaus.
15 de maio de 2008
Acabo de saber da notícia de que uma audiência pública foi convocada para tratar dos preços absurdos e serviço porco da internet 'banda larga' em Manaus.
O preço cobrado pelos serviços de internet banda larga no Amazonas chega a ser 977% maior do que o praticado em outros estados, onde os internautas têm acesso com velocidades 70% superiores às locais. Os dados são de um estudo feito pela Associação Brasileira de Prestadoras de Serviços de Telecomunicações Competitivas (TelComp) que constatou, anteriormente, que Manaus tem a banda larga de internet mais cara do mundo.
Sempre soube que os preços eram altos demais e a qualidade era baixa demais, mas não sabia que chegava a tanto. Se liga em partes que eu tirei do blog da Rebecca Garcia, deputada federal que convocou a audiência. Não é pra fazer propaganda política não, longe de mim. Apenas dou os créditos devidos à autora do texto."Na verdade, tem-se em Manaus um dos serviços mais precários prestados a uma capital de Estado e, com certeza absoluta, o mais caro de todo o Brasil."
"É inconcebível, Senhor Presidente, que em Manaus esteja a mais cara conexão para internet do mundo e, mesmo assim, oferecer um serviço de péssima qualidade aos cidadãos. A começar da denominação banda larga, que inexiste em Manaus. Sabemos que a denominação banda larga só é válida para conexões a partir de 2 Mbps, mas em Manaus ela vai de 200 Kbps a 650 Kbps. Há um link via satélite e outro via rádio. A fibra ótica, que ligaria definitivamente Manaus ao resto do País, ainda não atravessou o rio."
"O preço cobrado em Manaus chega a ser 11 vezes mais caro do que o cobrado em outras regiões brasileiras, pois o cidadão paga R$ 199,00 por apenas 200 Kbps, enquanto na região Sudeste o consumidor paga em média R$ 60 reais por 2 Mbps. As operadoras amazonenses transferem a responsabilidade pelo valor cobrado para os provedores, Telemar e Embratel. Em uma recente reunião da Comissão de Turismo, Comércio e Indústria da Câmara Municipal de Manaus, convocada pela vereadora e colega progressista, Mirtes Sales, o gerente de mercado da empresa Jet deu nome e número aos bois. Segundo ele, sua empresa paga, em Natal, Rio Grande do Norte, por uma banda larga de um mega R$ 737. Em Manaus, pela mesma banda larga, o preço sobe para R$ 8 mil."
"Abusos com os consumidores são permanentes. Em Manaus, paga-se até pelo aluguel do cable modem. A maioria das ruas é desprovida do sistema e, se algum morador interessar em ter acesso em sua casa, passará por um grave constrangimento. Terá de ir de casa em casa e perguntar se alguém está interessado em ter internet. Terá de conseguir, no mínimo, 50 assinaturas para que o serviço seja levado à sua casa."
É, meu irmão... torçamos pra que alguma coisa mude.
Um prefeito, um shopping e um ano e meio depois nada mudou. Manaus será cidade-sede da Copa com essa internet:
Download que faço no momento em que escrevo isso.
May God bless us all,
Thiago Henrik.
Fui com meu irmão, minha namorada e um amigo. Estes dois últimos não são amazonenses (gaúcha e argentino, respectivamente), mas estavam na torcida por Manaus. Chegamos lá por volta de 13:30, e esperamos até a chegada dos ilustres convidados Biro Biro, Bebeto (ainda tenho pôster dele no Flamengo) e Dadá Maravilha, que já jogou no Nacional de Manaus, e, como disse o governador, fez o primeiro, o segundo, o terceiro e o quarto gol do nosso estádio Vivaldo Lima, o Vivaldão.
No jogo que decidiria a liderança o Nacional jogou bisonhamente, matando de vergonha todos os nacionalinos (eu incluso) presentes em meio ao público que esnobou o show do Jota Quest. Perdeu só de 2 a 0 para o ameriquinha que, surpreendentemente, assumiu a liderança, aos gritos de “Silêncio na Favela”, em referência à torcida do Nacional, a maior e mais popular do Amazonas.
Essa abelinha foi o máximo quando eu era criança. A gente colecionava, porque o broche vinha em várias cores. Na rede pública, onde minha mãe trabalhava, todo aluno tinha uns quinze. Bons tempos.